CONTRIBUIÇÕES DA VPROVÍNCIA DE RECIFE

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Conclusão do Estudo e algumas sugestões/correções em torno do Plano Apostólico da Nova Unidade.

Para melhor facilitar a correção dos “tópicos”, colocamos o número referente ao texto, e em alguns casos, foi redigitado todo o parágrafo na tentativa de facilitar os trabalhos posteriores.

PRESSUPOSTOS

  • (2º parágrafo) ● Nosso trabalho, neste texto, tem objetivo sinodal, isto é, quer ser uma semente que se joga num terreno onde o cultivo precisa ser comunitário, produzindo um caminhar juntos e uma tomada de consciência aprofundada sobre a vida da mulher e do homem, no mundo ferido, que formam o povo confiado à missão dos redentoristas nesse processo de reestruturação. É um texto que pretende expressar o quem somos e o que fazemos nesse cenário, a partir do carisma redentorista no caminho percorrido pela Igreja e em diálogo com o tempo atual.

PRIMEIRA PARTE DO TEXTO

DADOS BÁSICOS

  1. O Sertão, por sua vez, contou, na história do período colonial, com clima e vegetação propícios à produção de gados. Isso foi, aos poucos, sendo percebido como vantajoso à economia, tanto é que o investimento na atividade persiste ainda hoje. Já o Agreste foi uma região auspiciosa à organização de médias e de pequenas propriedades familiares, facilitando o desenvolvimento da agricultura, assim como a pecuária no Sertão…
  2. Política. Para tratar de Política, pode-se lembrar que não se trata de uma apresentação neutra, amorfa, alienada…
  3. Somente indicar prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores e presidentes nas urnas não vai adiantar…
  4. Em outubro do ano passado, o Portal G1 analisou os números do desemprego do IBGE. Além do desemprego recorde, impactado pela pandemia do coronavírus, o país atingiu…

33 (penúltima linha) … garantir suas culturas, materiais, imateriais e o bem viver.

  1. (10ª linha) O Contexto da Pandemia e por consequência o crescimento do desemprego contribuiu com o aumento do número de pessoas em situação de rua, desde àqueles que vivem da rua, na busca de alguns trocados para a subsistência, bem como aqueles que vivem na rua, na sua maioria além da invisibilidade social, estão expostos a uma serie e explorações e de violências, no contexto…
  2. Imigrantes. (9ª linha): serem estrangeiros. Quantos aos principais…
  3. Trabalho Escravo. Não obstante as muitas denúncias que vinham sido realizadas há anos, o Brasil só veio a reconhecer a existência do trabalho escravo contemporâneo…
  4. (antepenúltima linha) A prática de trabalho escravo, não é realidade apenas do campo, mas igualmente se faz presente em diversos setores da produção; no setor têxtil, várias marcas de griff, já foram atuadas com a adoção de mão de obra escrava
  5. Tráfico de pessoas. O tráfico de pessoas é considerado uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos, atingindo globalmente milhares de vítimas, cujos direitos fundamentais e dignidade são violados. É um crime de enorme complexidade pois envolve diversos fatores: socioeconômico, culturais, psicológicos, etc. dados do Relatório Global sobre tráfico de pessoas de 2020, manifestam que na América do Sul as mulheres são as maiores vítimas, ao passo que há um homem traficado para cada quatro mulheres…
  6. (correção da sigla) LGBTQIA+fobia
  7. É necessário considerar a composição etária, étnica e cultural do povo que nos é confiado para o trabalho missionário no território da nova unidade.
  8. No Nordeste, pelo Censo de 2010, haviam 14.077.788 pessoas com menos de 15 anos, contra 15.741.793 no ano 2000, indicando…
  9. O quadro étnico do Centro-Oeste, com informações de 2016, apresenta a seguinte composição: Brancos 50,5%, Pardos 43%, Pretos 5,7%, Indígenas e Amarelos 0,8%. Apesar da representatividade menor, segundo informações dadas pela FIOCRUZ, a região Centro-Oeste possui um expressivo contingente populacional indígena com mais de 50 etnias diferentes, totalizando cerca de 110 mil indivíduos. No Estado do Mato Grosso do Sul estão presentes 70 mil indígenas, é o segundo estado brasileiro com maior população indígena. Em Mato Grosso são 40 povos indígenas em números absolutos, aparecendo na lista com a sexta maior população indígena, ficando atrás de: Amazonas (168.680), Mato Grosso do Sul (73.295), Bahia (56.381), Pernambuco (53.284) e Roraima (49.637).
  10. Regional Centro-Oeste. São apenas duas províncias eclesiásticas nesse regional que somam 10 dioceses. Criado em 1962, o regional centro-oeste…
  11. Estes anos (1961-1966) de expansão para o Ceará e Piauí deu-se pela necessidade de aumentar o território…
  12. Província de Goiás. Oriunda do primeiro grupo de redentoristas alemães que chegaram ao Brasil no final do século XIX, a Província de Goiás…
  13. Além das casas de formação, em Goiânia, a Província conta com obras associadas: administra a Fundação Padre Pelágio com rádios em Goiânia e Ipameri, no interior do estado além de várias outras emissoras em São Luís de Montes Belos, Piracanjuba, Rubiataba, Firminópoils e Nova América. Administra a Associação Filhos do Pai Eterno que é um braço do Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade e essa associação dispõe de uma emissora de Televisão, a TV Pai Eterno. Essa entidade sofre um processo de reorganização desde setembro de 2020, após um grave escândalo midiático. Além do importante meio de comunicação: a SCALA Editora em Goiânia.
  14. (penúltima linha) Redentorista do Recife.
  15. A partir de 1949 a missão consolidou-se e passou a ser o motor da expansão redentorista em todo o Nordeste. Os missionários “de batina branca”, gozavam um alto conceito junto aos bispos, clero e todo o povo da região, e faziam um grande esforço de inculturação. Paralelo à pregação das missões, foram sendo fundadas outras comunidades, aceitando-se paróquias e também a criação do Seminário de Garanhuns, posteriormente transferido para Campina Grande-PB, no qual o prédio a partir de 1973 tronou-se a Escola Técnica Redentorista (ETER) em que exerceu um importante papel social na região da Borborema.
  16. A Vice Província do Recife hoje está presente em cinco Estados do Nordeste: Alagoas na cidade de Arapiraca: Paróquia do Santíssimo Redentor e o Aspirantado Pe. Antonino, CSsR; Pernambuco na cidade do Recife…

SEGUNDA PARTE DO TEXTO

  1. Igreja no Brasil. “O olhar dos discípulos missionários”, como sugerem as Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora no Brasil…
  2. Nossos regionais. Dois documentos, produzidos pelos bispos das duas principais regiões onde nos encontramos podem delinear uma interpretação das realidades que vivemos sob o olhar da Igreja. O primeiro é fruto do último grande encontro presencial dos bispos do Nordeste, realizado em 2018…

88 / A cruz: Expressão máxima do amor de Deus. Ao assumir a cruz… . Assumir a cruz… . A cruz manifesta… os crucificados da história, Ele que no seu amor age para libertá-los.

  1. • A Encarnação: Expressão do infinito amor de Deus, na qual Jesus Cristo se faz em tudo faz solidário ao gênero humano, exceto no pecado, Cristo assume a nossa carne, a Kénosis se dá num duplo movimento enquanto descida e enquanto encarnação concreta na realidade dos pobres, o Senho se faz servo; sem que haja uma verdadeira encarnação na vida e história concreta dos povos destinatários da evangelização é impossível que esta seja autêntica.
  • A Cruz: Expressão máxima do Amor de Deus, ao assumir a Cruz, Jesus assume o confronto da história, e o faz como um “maldito de Deus”, assumindo o lugar dos abandonados, marginalizados e excluídos assumir a Cruz significa ficar abandonado, na solidariedade com os sofredores e excluídos é aceitar o confronto. A Cruz manifesta a solidariedade de Deus com os crucificados da História, Ele que no seu Amor age para libertá-los.
  • A Eucaristia: os dons ofertados no Pão e Vinho, são frutos da terra e do labor humano, que sob a invocação do Espírito Santo, a Epíclese, adquirem uma nova substância: são o Corpo e Sangue de Cristo. Vida doada. Quando nos alimentamos, o nosso organismo assimila os alimentos que se tornam energia, fazem parte de nós. Alimentados pela Eucaristia, o Pão e Corpo de Cristo, assimilamos a vida de Cristo, para que com Ele, Nele e por Ele também sejamos capazes de doar a própria vida.

Obs.: Sentimos falta da referência ao quarto pilar de nossa espiritualidade: Maria Santíssima.

EVANGELIZADORES COM ESPÍRITO – Papa Francisco, no final do documento, realça algumas motivações para um renovado impulso missionário: o encontro pessoal com o amor de Jesus Cristo que nos salva; o prazer espiritual de ser povo; a ação misteriosa do Ressuscitado e do seu Espírito e a força missionária da intercessão.

TERCEIRA PARTE DO TEXTO

  1. CASA: LUGAR DE PORTAS SEMPRE ABERTAS – Portas abertas para acolher e sair em missão ao encontro do outro, onde quer que esteja. Toda comunidade terá que ser porta de misericórdia para quem precisa. Cada comunidade deverá encontrar o caminho que o Senhor está indicando.
  2. • ATENÇÃO À RELIGIOSIDADE POPULAR – Um elemento importantíssimo, considerando que temos em uma das unidades (não apenas em uma, mas em todas ou quase as unidades) que converge para uma união, a existência de santuários populares. É preciso considerar a religiosidade popular como experiência espiritual e lugar teológico-pastoral na evangelização.

ATUAÇÃO EM PARÓQUIAS VERDADEIRAMENTE MISSIONÁRIAS – O Plano Apostólico da Conferência realça características que fazem com que se possa considerar esse termo “verdadeiramente”. Nas paróquias, portanto, é preciso…

QUARTA PARTE DO TEXTO

  1. Pressupostos importantes. Linhas de ação devem orientar uma forte agenda de trabalho e não repetir elementos de doutrina que já foram apresentados nos capítulos anteriores. Precisamos apoiar os trabalhos apostólicos em curso e suscitar inciativas de transformação para o futuro do novo grupo. Precisamos ter critérios interconectados e transversais nas linhas de ação propostas no Plano Apostólico.

NOVO GOVERNO FIEL AO PROJETO APOSTÓLICO – Ao se realizar eleições para a escolha do governo da nova unidade, recomenda-se a observar em assembleia critérios do Projeto Apostólico definido pelas três unidades. Deste modo, os confrades poderão entender…

COMUNIDADE APOSTÓLICA – Esse elemento, presente desde as nossas Constituições, passando por vários documentos no decorrer de nossa história, precisará tomar consciência dos fatos relevantes, próprios da vida apostólica, como uma de suas prioridades máximas na criação da nova unidade…

AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS TRADICIONAIS – Uma vez que um novo corpo missionário é formado, é preciso que se instale um processo de avaliação dos trabalhos assumidos na caminhada de cada uma das três unidades logo no início do primeiro quadriênio, com metodologia inteligente de forma a não ofender as razões que levaram à adoção desses trabalhos, mas possibilitando uma nova afirmação dessas frentes missionárias. Para evitar o rápido e perigoso “deixar isso ou aquilo”, cada comunidade deve produzir um inventário comtemplando as dimensões histórica, institucional e pastoral, e engendrar este processo incluindo confrades e conhecedores de cada frente, confrades distantes, leigos colaboradores e, principalmente, a escuta dos pobres, o povo atingido pela nossa ação apostólica.

COMPROMISSO DA CARIDADE SOCIAL – O amor do Redentor transformado em gestos concretos exige que nossa nova unidade reconheça a necessidade e trabalhe, arduamente, por uma forte organização de caridade social. Nesse movimento, as preocupações devem ir além da organização jurídica de obras sociais, e em parceria com outros órgãos fazer acontecer com bom êxito este serviço, e ganhando assim, espaço no debate apostólico com o mesmo empenho dado à pregação. Neste sentido deve ser um projeto da unidade e não apenas um trabalho isolado, de um confrade, mas da comunidade, que está representando a unidade. Não se justifica mais o predomínio do preconceito contra o assistencialismo, encobrindo um necessário compromisso concreto, real e direto na organização da caridade aos mais desesperançados tanto em nível de sua promoção humana integral quanto na conscientização coletiva com acento na dimensão política e transformadora.

  1. COMO PRIORIDADES MISSIONÁRIAS, ficaram as seguintes: pobres nas periferias urbanas, rurais e existenciais; jovens em seus diversos contextos; idosos abandonados; famílias em situação de precariedade, divisão e ameaças de desintegração; mulheres em situação de violência; os pobres originários (indígenas).