No mesmo ano da criação da Missão de Garanhuns, através de um conhecimento melhor do Nordeste: clima, comunicações, etc, surgiu em 1951 a ideia de uma Fundação em Campina Grande-PB. Motivos:
- Um clima bem melhor que o de Garanhuns, cidade importante do Nordeste, melhores perspectivas de possibilidade de desenvolvimento.
- Situação muito mais adequada para a construção do nosso Seminário Menor.
Para poder custear a compra de um terreno chamado “Sítio do Brito”, de mais ou menos 80 hectares, resolveu-se vender a nossa casa de Salvador-BA. E uma vez que os meios financeiros da Missão de Garanhuns eram bastante fracos, não podia-se pensar ainda na construção do conjunto “Convento, Igreja e Seminário”. Portanto, aceitar-se-ia uma paróquia no Bairro de Bodocongó e as terras seriam cultivadas, preparando, destarte, a fazenda para a manutenção das comunidades: Convento e Seminário Menor. Por enquanto, o Seminário ficaria funcionando em Garanhuns-PE.
Foi criada a Paróquia de Bodocongó. Neste bairro operário, a diretoria da fábrica têxtil construíra a Igreja de Santa Rita de Cássia. A pequena comunidade conseguiu a sua residência em São José da Mata a 12 km de distância de Bodocongó. Durante alguns anos os padres residiram nesta casa paroquial provisória. Atrás da igrejinha foram organizados alguns quartos e refeitório. Era um simples casebre de taipa ao lado da Igreja. Em 1954, a fábrica têxtil de Bodocongó construiu a casa paroquial definitiva no bairro de Bodocongó.
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Em 1952, um ano depois da chegada do 1º superior da Missão de Garanhuns: Pe. Carlos Donker, C.Ss.R., foi fundada

a terceira casa no Nordeste: Campina Grande, no estado da Paraíba. Até 1961, tivemos uma pequena comunidade em Bodocongó, bairro operário de Campina Grande. O primeiro superior e vigário foi o Pe. João Batista van Gassel, de 1952 a 1956. Foi organizada a “Ação Paroquial” na Matriz e nas capelas. O vigário da paróquia aceitou também a Freguesia de Fagundes e Galante, a qual foi servida por dois anos e meio, pelo Vigário em exercício, Pe. Geraldo Pennock.
Por causa das variadas atividades e paroquias e pastorais, o esquema dos exercícios da Vida Religiosa era

suave e flexível. Isto devido também ao tamanho da acanhada casa de Bodocongó. Jamais houve insistência da parte do Superior da Missão de Garanhuns para que houvesse mais rigor e observância, assim como fora na fase inicial de uma primitividade igual em Garanhuns. Desde a criação da Missão de Garanhuns, o clima humano melhorara bastante e se tornada mais sadio.
Além da ação paroquial ordinária, surgiu em1956 a Novena Perpétua em honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O esquema foi idêntico ao de Garanhuns e, portanto, ao dos confrades Americanos de Manaus (AM). A afluência dos fiéis desenvolveu-se rapidamente, pois a Novena Perpétua teve uma repercussão extraordinária e surpreendente na cidade toda e na redondeza. A frequência era de milhares e nas terças feiras o povo da cidade e dos sítios se movimentava em peso à procura de Bodocongó.
Quanto à fundação de Campina Grande e à sua história, não podemos deixar de dar toda atenção ao grande acontecimento da construção do Convento e do Seminário. O papel principal neste empreendimento devemos atribuir ao então Superior Vice Provincial Pe. João Batista van Gassel, para quem esta construção era uma prioridade de alta qualificação por causa da urgência de ter um Seminário Menor bem organizado na Vice Pr
ovíncia do Recife. Até nas Novenas se fazia propaganda e houve campanhas pelo Brasil todo, a fim de angariar os meios para construir o Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O local seria junto ao nosso convento. Este santuário, porém, foi realizado apenas na mente do arquiteto e em algum anti-projeto: Igreja moderna e espaçosa e em baixo uma cripta para os nossos falecidos.

Mas o convento e o Santuário (Santuário em sentido metafórico) foram construídos a partir de 1958, sendo colocada a primeira pedra após uma procissão imensa e nunca vista em Campina Grande com o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Que pudemos realizar esta construção devemos muito à contribuição técnica dos Irmãos Urbano Doderlein de Win, Adriano Scheffer en Tiago (Gulherme) van Rijn e a dois supervisores, os padres Geraldo Pennock e João Afonso Sterke.
O início da construção foi em 1958, como foi mencionado, e o acabamento total terminou em 1966. Na fase construtora recebíamos frequentemente visitas de Pe. João Batista van Gassel (Vice Provincial) e do Pe. Pedro Canísio de Groot (Ecônomo da Vice Província).
Em 1961, a comunidade de Bodocongó se mudou paulatinamente para o Convento, ainda em construção mas com partes habitáveis. Uma vez mudada para o Convento, a comunidade aceitou um esquema de exercícios religiosos mais ou menos organizados e de acordo com as circunstâncias. No mês de março de 1962, houve a transferência do Seminário de Garanhuns para Campina Grande. Mas por causa do andamento da construção, o funcionamento encontrava alguns problemas. No entanto, um improviso jeitoso dava para resolver situações difíceis.
Em 1963, realizou-se a cisão entre cargo de Superior do Convento e do Vigário da Paróquia.

O Pe. Paulo Speekenbrink foi nomeado pároco de Bodocongó e mudou-se para a casa paroquial daí. O convento e o seminário foram construídos num terreno de quase 80h. Os nossos irmãos Leopoldo Goldenwijk e, principalmente, os irmãos Vito (Teodoro) Vermeulen e Damião (Job) Hofstede, dedicaram muitos anos à cultivação das terras e à criação de gado, providenciando assim um bom sustento suplementar para o Seminário.
Não podemos deixar passar em branco a cooperação das irmãs da Divina Providência. Chegaram em 1962 em Campina Grande em função da Comunidade e do Seminário. Após o fechamento do Seminário em 68, permaneceram ainda até 1978. Neste ano as últimas repatriaram definitivamente. A comunidade de irmãs desempenhou vários papéis a serviço do bem-estar dos nossos e do povo pelas atividades domésticas e em prol da saúde preventiva como também pelo ensino na Escola de Santa Rita de Cássia e no nosso colégio.

Após a saída das Irmãs em 1978, a casa delas foi modificada e adaptada para servir de moradia para a nossa comunidade a qual se mudou do grande convento para lá. Um parte do nosso convento foi alugado à uma firma, mas depois, em fins da década de 1980 e 1990, remodelada para servir de hospedagem para os nossos hóspedes. Na casa de Campina Grande faleceram:
Pe. Pedro Kruter + 15.01.1977 (90 anos)
Pe. Godofredo Joosten + 25.01.1977 (71 anos)
Ir. Urbano Doderlein de Win + 06.09.2021 (94 anos)
Pe. Cristiano Joosten + 11.08.2022 (93 anos)
A comunidade de Campina Grande teve os seguintes superiores:
Pe. João Batista van Gassel 1952-1956
Pe. Carlos Maria Donker 1956-1957
Pe. João Pedro Peters 1957-1959
Pe. Adriano Backx 1959-1964
Pe. Cristiano Joosten 1964-1967
Pe. José Wennekes 1967-1972
Pe. Antonino Witschge 1972-1981
Pe. Cristiano Joosten 1981-1990
Pe. Frederico te Lintelo 1990…
Pe. Cristiano Joosten
Pe. Luiz Gonzaga
Após a cisão dos dois cargos de Superior e Pároco, tivemos os seguintes párocos de Bodocongó:
Pe. Paulo Speekenbrink 1963-1966
Pe. Raimundo Bergmans 1966-1967
Pe. Leonardo Douven 1967-1972
Pe. Cristiano Joosten 1972…
Composição atual da Comunidade Redentorista de Campina Grande:
Pe. Jadeilson Beserra, C.Ss.R. (Reitor e Superior da Comunidade)
Pe. Elisvaldo Vieira, C.Ss.R. (Vigário Paroquial)
Pe. Genilson Gomes, C.Ss.R. (Vigário Paroquial e Ecônomo da comunidade)
Pe. Luiz Gonzaga, C.Ss.R. (Vigário paroquial)











