Nascido em Mozarlândia, interior de Goiás, ele cursou filosofia, teologia e jornalismo. Silva, que entrou para o seminário aos 14 anos, sempre gostou mais de perguntar do que responder, e resolveu abraçar as duas vocações. “Quando terminei filosofia, enfrentei um período de dúvidas. Quando comecei teologia, essa crise já estava superada. Então pedi permissão para fazer jornalismo”, explica.
Antes do fim do curso, concluído em Brasília (DF), Silva já exercia o ofício. Formado e na capital, ele foi correspondente de política das rádios comerciais da sua congregação. Pouco depois, ele se interessou por crônica esportiva e chegou a cobrir a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, sob o comando do jornalista Jorge Kajuru. “O Brasil ganhou, foi aquela comoção”, lembra aos risos.
Silva também escreveu editoriais durante três anos e trabalhou no escritório mundial de comunicação de sua congregação, em Roma, na Itália. Hoje, atua com revisão de texto e coordenação editorial em uma editora, além de colaborar com jornais e rádios. “Gosto de celebrar o mistério, de me aproximar das pessoas para oferecer ajuda. E acho que sou melhor padre sendo jornalista. O jornalismo me abre portas todos os dias. Escrevi dezessete livros sobre temas humanos. Foi o jornalismo que me possibilitou isso, ou não teria coragem de escrever uma frase.”
[Matéria da Revista Imprensa, 03/03/2015).
Atualizando: Trabalhei como assessor de Imprensa da CNBB 2012/2013 e depois de trabalhar em Roma por um ano, voltei para Conferência dos Bispos, em 2015 até 2019 como assessor da Comissão de Comunicação e depois, de novo, como assessor de imprensa.